Saúde & Ambiente em Revista, Vol. 3, No 2 (2008)

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TRANSTORNOS ALIMENTARES: UMA ANÁLISE ABRANGENTE EM ACADÊMICOS DE NUTRIÇÃO

Cristiane Silva Rosa, Idia Maria Silva Gomes, Ricardo Laino Ribeiro

Resumo


O presente estudo teve como objetivo avaliar a presença de transtornos alimentares em acadêmicos de nutrição do município de Duque de Caxias. Trata-se de uma pesquisa exploratória, transversal onde foram aplicadas as auto-escalas (Teste de Investigação Bulímica de Edinburgh) BITE, (Teste de Atitudes Alimentares) EAT-26 e questões relacionadas aos dados pessoais do entrevistado. A adequação da massa corporal foi avaliada através do IMC (Índice de Massa Corporal) em 100 estudantes do curso de nutrição de uma instituição privada. De acordo com a escala (BITE) verificou-se que o percentual de gravidade para a investigação bulímica mostrou-se não significativo em 91%, significativo para 6% e em grande intensidade 3% dos entrevistados. Em relação aos itens atribuídos na escala de sintomas, baseado no BITE, constatou-se que 79,8% dos acadêmicos avaliados apresentavam uma adequada ingestão alimentar. Foi obtido um percentual de 22% de alunos que possuiam alguns critérios de identificação para bulimia, sendo que 78% não apresentaram critérios. Ao avaliar o teste de atitudes alimentares (EAT- 26) com relação à avaliação do comportamento em relação à dieta, ao consumo calórico e a prática da atividade física a maioria dos estudantes não apresentaram grandes preocupações com o consumo dos alimentos ingeridos, e os mesmos mostram-se interessados apenas na queima de calorias para compensar a ingestão calórica quando praticam atividade física. Foi verificado que os estudantes de nutrição na sua grande maioria não apresentam riscos ao desenvolvimento de transtornos alimentares.

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