Saúde & Ambiente em Revista, Vol. 2, No 2 (2007)

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ENSAIO ETNOFARMACOLÓGICO DE ESPÉCIES VEGETAIS COM AÇÃO NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL, ORIGINÁRIAS DO BIOMA CAATINGA

MARIA LUIZA RODRIGUES DE ALBUQUERQUE OMENA

Resumo


A megadiversidade da flora brasileira está entre os elementos favoráveis ao desenvolvimento de medicamentos naturais. Por outro lado, muitas comunidades ainda cultivam o hábito da utilização de plantas para fins terapêuticos, especialmente na região Nordeste, notadamente marcada pela pobreza. Em Umbuzeiro do Matuto, povoado pertencente ao município de Porto da Folha, semi-árido sergipano, constatou-se o uso de 93 espécies vegetais, sendo a maioria para fins terapêuticos empregadas no preparo de chás, lambedores, compressas e banhos. Diante dessa realidade, recorreu-se a uma metodologia pautada na “fala” dos atores sociais, a partir da qual foram selecionadas e testadas as seguintes plantas com suposta ação depressora do sistema nervoso central: imburana de cheiro (Amburana cearensis Fr. All; Smith.), aroeira (Astronium urundeuva Engl.), alecrim de vaqueiro (Lippia mycrophylla Cham) e bom nome (Maytenus iígida Mart.). Os estudos comprovaram a eficiência de três, das quatro espécies submetidas aos ensaios farmacológicos, vindo a confirmar a importância da utilização sustentável da flora local e a necessidade de se valorizar a pluralidade e diversidade cultural dos povos, sociobiodiversidade.

Palavras-chave: Etnofarmacologia, plantas medicinais, sistema nervoso, sustentabilidade.


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