LETRAMENTO E AVALIAÇÃO: UMA ANÁLISE DAS CONCEPÇÕES DE ALUNO LETRADO

Marina da Glória Perrucho dos Santos, Rosane Cristina de Oliveira, Márcio Luiz Corrêa Vilaça

Resumo


O presente artigo busca refletir sobre as concepções de letramento que servem como base para a construção das provas em larga escala, como a Prova Brasil. A reflexão gira em torno do letramento individual e social, desafio que se coloca frente à escola e educadores diante de uma nova geração de aprendizes, crianças e adolescentes que estão crescendo e vivenciando os avanços da sociedade. Devido à importância que as avaliações nacionais vêm apresentando, intencionamos apreender, por meio da análise de dados e os exemplos das provas, o momento em que as políticas externas de avaliação tentam manter a estrutura do letramento interferindo no desenvolvimento do alunado. O artigo procura apresentar um panorama geral da Prova Brasil e do IDEB com as habilidades de leitura avaliada. As considerações sobre a comparação dessas habilidades busca evidenciar a restrição ao letramento adotado pela Prova Brasil, IDEB e pela escola, discutindo algumas das possíveis implicações da avaliação do letramento para a escola básica. As políticas das avaliações em larga escala vêm monopolizando saberes ao avaliar aspectos superficiais do conhecimento, que passa a ser exigido de acordo com a demanda dos resultados, com foco nos índices de aprovação escolar. Nesse sentido, a avaliação segue como um processo de formação de letramento a partir do momento em que esse fenômeno sobressai às outras práticas previstas dentro da avaliação.


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