LABORATÓRIO VIRTUAL DE QUÍMICA: A CONSTRUÇÃO DE SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS POR LICENCIANDOS EM QUÍMICA E SUA PERCEPÇÕES

Flávia Alexandra Gomes de Souza, Herbert Gomes Martins, Giseli Capaci Rodrigues

Resumo


O produto educacional “Caderno de Sequências Didáticas: Uso do Virtual Lab de Química como Recurso Instrucional” traz como argumento teórico os estudos realizados na elaboração da dissertação de mestrado com o título: Percepção do Licenciando em Química sobre a Contribuição do Laboratório Virtual de Química, Virtual Lab, para o Ensino-Aprendizagem das Reações Químicas Inorgânicas no Ensino Médio.

            O objetivo geral da dissertação foi estudar a percepção de um grupo de alunos do último período em licenciatura em química da UNIGRANRIO acerca da contribuição do simulador de experimentos, laboratório virtual da Pearson, Virtual Lab, como ferramenta de aprendizagem significativa sobre o tema reações químicas inorgânicas no ensino médio.

            As sequências didáticas apresentadas no caderno foram produzidas pelos participantes da oficina de treinamento no laboratório virtual, Virtual Lab de química, e têm como objetivo servir de guia para o professor ou futuro professor, no o uso do Virtual Lab de Química.

            Todas as sequências apresentadas no caderno seguem um roteiro apresentado pela pesquisadora aos participantes, e possuem os itens: 1. Tema da Sequência Didática; 2. Objetivo; 3. Público Alvo; 4. Tempo Estimado; 5. Recursos Instrucionais; 6. Motivação; 7. Desenvolvimento: Aulas; 8. Avaliação. Com objetivo de avaliar o uso do laboratório virtual, foi proposto aos participantes que construíssem as sequências utilizando como recurso instrucional o software Virtual Lab de Química.

            Segundo Zabala (2007, p. 18) sequências didáticas são “um conjunto de atividades ordenadas, estruturadas e articuladas para a realização de certos objetivos educacionais, que têm um princípio e um fim, conhecido tanto pelos professores como pelos alunos”. O termo Sequência Didática surgiu no Brasil nos documentos oficiais dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) como "projetos" e "atividades sequenciadas".

            A sequência didática deve ser organizada de acordo com os objetivos que o professor deseja alcançar para a aprendizagem do aluno, ela envolve atividades de aprendizagem e de avaliação (ZABALA, 2007).

            De acordo com Zabala (2007) o uso da sequência didática deve promover compreensão e aprendizagem significativa em todos os níveis de ensino onde podem ser aplicadas.

            Ausubel em sua Teoria da Aprendizagem Significativa, afirma que é a partir de conteúdos que indivíduos já possuem em sua organização cognitiva interna baseada em conhecimentos de caráter conceitual, é que aprendizagem pode ocorrer. Comparando a teoria aprendizagem significativa em relação à aprendizagem memorística, segundo Ausubel há três vantagens. 1. O conhecimento que se adquire de maneira significativa é retido e lembrado por mais tempo. 2. Aumenta a capacidade de aprender novos conteúdos de uma maneira mais fácil, ainda que a informação original tenha sido esquecida. 3. Uma vez esquecida, facilita a aprendizagem seguinte – a “reaprendizagem” (PELIZZARI et al, 2002).

            Segundo Souza (2007, p.111), “Recurso didático é todo material utilizado como auxílio no ensino-aprendizagem do conteúdo proposto para ser aplicado, pelo professor, a seus alunos”. De acordo com o PCN+ Ensino Médio, Brasil (2002), os materiais e os recursos devem ser diversificados, podendo utilizar, por exemplo, o livro didático, vídeos, filmes, computador, jornais, revistas, manuais técnicos etc. Estes recursos devem ser utilizados com a função de integrar os diferentes saberes, de motivar, de instigar e favorecer o debate.

            Dos recursos didáticos existentes, as TIC tem tido uma grande aplicação no ensino em geral, segundo Miranda (2007) o termo Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) refere-se:

[...] a conjugação da tecnologia computacional ou informática com a tecnologia das telecomunicações e tem na Internet e mais particularmente na Worl Wide Web (WWW) a sua mais forte expressão (MIRANDA, 2007, p. 43).

            O uso dos programas educacionais que simulam experimentos tem sido uma alternativa, pois o professor muitas vezes não possui disponibilidade de recursos e espaço físico para ministrar aulas experimentais. Os simuladores de experiências, chamados de laboratórios virtuais, são recursos dinâmicos que atraem a curiosidade e favorecem a curiosidade científica no estudante, uma vez que simulam os experimentos com imagens muito próximas a realidade (ADALMANGO et al, 2009).

         Os laboratórios virtuais de química (LVQ) são softwares, ferramentas de informática que fornecem as TIC e simula um laboratório de ensino de química a partir de um ambiente virtual de aprendizagem, estes utilizam multimídias. Os laboratórios têm muitas vantagens, porque eles oferecem mais plasticidade do que um laboratório no ensino verdadeiro (CATALDI et al, 2008).

 

Palavras-Chave: Ensino de química. Sequência didática. Experimentação. Laboratórios virtuais.

 

Referências Bibliográficas

 

ADALMANGO B. et al. Effectiveness of a Virtual Laboratory as a preparatory resource for Distance Education chemistry students. Computers & Education. 53(3): 853-865, 2009.

BRASIL, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. PCN+ Ensino Médio: orientações educacionais complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC, SEMTEC, 2002.

CATALDI, Z. et al, Simuladores y laboratorios químicos virtuales: Educación para la acción en ambientes protegidos. Quaderns Digitals, n. 55, p. 1 - 10, 2008.

MIRANDA. G.L. Limites e possibilidades das TIC na educação. sisifo/revista de ciências da educação. n. 3, mai / ago, 2007.

PELIZZARI, A. et al. Teoria da Aprendizagem Significativa Segundo Ausubel. Rev. PEC, Curitiba, v.2, n.1, p.37-42, jul. 2001 - jul. 2002.

SOUZA, S. E. O uso de recursos didáticos no ensino escolar . In: I ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇAO, IV JORNADA DE PRÁTICA DE ENSINO, XIII SEMANA DE PEDAGOGIA DA UEM: “INFANCIA E PRATICAS EDUCATIVAS”. Maringá, PR, 2007.

ZABALA, A. A prática educativa. Tradução: Ernani F. da F. Rosa. Porto Alegre: ArtMed, 2007.

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