A IMPORTÂNCIA DA AUTOESTIMA NA APRENDIZAGEM DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO: UMA QUESTÃO DE AFETIVIDADE

crystiano robson souza lima

Resumo


A IMPORTÂNCIA DA AUTOESTIMA NA APRENDIZAGEM DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO: UMA QUESTÃO DE AFETIVIDADE

 

Crystiano Robson de Souza Lima[1]

Prof. Dra. Chang Kuo Rodrigues[2]

 

 

A afetividade está presente no cotidiano escolar em cada momento do processo educativo e com devida atenção, favorece o desenvolvimento integral do aluno. A afetividade é desenvolvida e cresce significativamente a partir das relações sociais estabelecidas nesse ambiente. Ela agirá no indivíduo na medida em que seu sentimento está comprometido com a sua ação, isto é, quanto mais o ensino for ministrado com afeto e interesse do professor para com o aluno, mais a aprendizagem será eficaz.

É preciso estar atento à autoestima do aluno, que influencia significativamente no relacionamento com o professor e, consequentemente, sua relação com a disciplina. O indivíduo tem grande necessidade de ser ouvido e valorizado, contribuindo para uma boa imagem de si. A afetividade, então, está relacionada à autoestima. Sua importância é fundamental para o relacionamento professor e aluno, devendo esta ser a mais próxima possível, alicerçada respeito mútuo das diferentes personalidades que se inter-relacionam.

Diante disso, elaboramos um Produto Educacional que possibilita o professor verificar o nível de autoestima dos alunos pautada na aplicação de questionários, com 10 questões cada, sobre o tema, os quais destacamos duas do primeiro questionário:

- Eu sou capaz de compreender os conceitos de Física?

- Eu sou capaz de resolver problemas de Física?

Em um primeiro momento, aplicamos um questionário com 10 questões fechadas para conhecer sua atitude em relação à sua aprendizagem de Física e o papel do professor nessa aprendizagem.

No segundo momento, utilizaremos um novo questionário, também com 10 questões fechadas, abordando diretamente o conhecimento de Física, procurando medir o nível de confiança que o pesquisado tem em relação às respostas e comparando-as com as duas questões do primeiro questionário destacadas acima.

A análise das respostas dos alunos permitirá ao professor criar estratégias a fim de aumentar o nível de autoestima dos alunos em relação à aprendizagem de Física.

Convém ressaltar que essa pesquisa tem o embasamento na interação comunicativa de Habermas (1993), quando a intervenção dar-se-á pela compreensão entre a fala do professor e dos alunos, a respeito de algo objetivo, social e subjetivo. Essa compreensão possibilita a construção de uma relação afetiva sólida e significativa. Para Habermas (1993), quanto mais o indivíduo se comunica, mais aprende.

 

Palavras-chave: Afetividade. Autoestima. Ensino e Aprendizagem de Física.

 

 

REFERÊNCIAS

 

HABERMAS, Jürgen. Passado como futuro. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1993.

 

CHACÓN, Inés Maria Gómez. Matemática Emocional: os afetos na aprendizagem Matemática. Trad. Dayse Vaz Moraes. Porto Alegre: Artmed, 2003.


[1] E-mail: crystianorobson@uol.com.br. Unigranrio.

[2] E-mail: changkuockr@gmail.com. Unigranrio.


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