Incorrigíveis e anormais: continuidades históricas no controle dos comportamentos perigosos

Antonio Reguete Monteiro de Souza

Resumo


O presente artigo discute como a construção social das noções de vadios e vagabundos no século XIX no Brasil se associa com a experiência da escravidão na construção da representação social do conceito de anormal. Aborda ainda, como a ideia de anormal passou a justificar as práticas jurídicas, médicas e filantrópicas no controle dos comportamentos considerados desviantes, principalmente em relação aos pobres classificados como incorrigíveis. Por fim, demonstra como as ideias e representações dos incorrigíveis, enquanto parte da genealogia do anormal pode ainda ser vislumbrada no modo como Estado e sociedade lidam os pobres moralmente desclassificados no século XXI.


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